Edição de fevereiro de 2008
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Esse esqueleto sustenta agora um mezanino confortável e também a carga do telhado - evitando sobrecarregar a velha alvenaria de pedra. "O pé-direito do térreo ficou com 2,40 m, deixando o máximo de área habitável para o segundo piso." A planta de 186 m2 dividiu-se em duas casinhas (veja a ilustração) que podem ser usadas simultaneamente pelos convidados sem que ninguém perca a privacidade. Os quartos têm portas de correr, que ajudam a economizar espaço, e as poucas paredes divisórias são de gesso acartonado com isolamento acústico. O telhado, todo refeito, ficou protegido da chuva com o uso de uma subcobertura. Nele, destacamse duas clarabóias voltadas para o sul que melhoram a captação de luz e ar - os pequenos vãos existentes na fachada não eram suficientes para isso.
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A reforma durou um ano e custou cerca de 120 mil euros - valor médio em Portugal, segundo a arquiteta. Além do ganho de espaço, possibilitado pela intervenção da estrutura metálica, o projeto chama a atenção pelo resultado minimalista no interior, que contrasta com a fachada de traços locais. A filosofia da arquitetura japonesa está patente em cada espaço graças às idéias de seu co-autor, Daiji: "Ele nasceu e se formou no Japão e divide seu trabalho entre o país natal e Portugal", conta Anabela.
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Veja as soluções da dupla para modernizar a construção. E responda: seria esta uma casa portuguesa com certeza?
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