| Sala multifuncional |
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"Natural ou elétrica, a luz é um meio de comunicação. Oitenta por cento das informações que recebemos vêm através da visão", diz o lighting designer Guinter Parschalk, de São Paulo. Devido à sua variação de cor e intensidade ao longo do dia, ela interfere no organismo e garante nossa sobrevivência. "Por tudo isso, a iluminação não é um mero apêndice da arquitetura", constata o arquiteto Nelson Solano Vianna, consultor em conforto ambiental, de São Paulo. O planejamento luminotécnico faz parte do projeto arquitetônico e, para fazê-lo, o arquiteto considera tanto as atividades exercidas no espaço quanto a incidência da luz natural. Nesse processo, ele pode contar com a consultoria de profissionais especializados, que dimensionam a captação e o controle da claridade, estabelecem os pontos e tipos de iluminação artificial necessários e, com isso, garantem eficiência energética e conforto para os moradores. O projeto de luminotécnica compõe-se de desenhos (plantas, cortes, perspectivas e detalhes) e memorial desc tivo com as especificações de lâmpadas, luminárias e demais equipamentos. "Para conseguir instalações flexíveis e bem dimensionadas, a elétrica e a automação devem ser pensadas em conjunto com a iluminação e a arquitetura ou o projeto de interiores", alerta Vanessa Masson, luminotécnica da empresa paulista Wall Lamps.
| BANHEIRO PARA TODAS AS HORAS |
Esta proposta, assinada pelo lighting designer Guinter Parschalk, do Studio iX, garante boa iluminação tanto para os usos mais práticos do ambiente, como fazer a barba ou a maquiagem, até os mais relaxantes, caso da hidromassagem com cromoterapia. Um sistema de automação controla os circuitos independentes e permite vários cenários e combinações de luz.
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O jeito de usar a casa mudou muito nos últimos dez anos. Entraram em cena espaços integrados e com múltiplos papéis, que exigem uma luz mais dinâmica e flexível. Tudo isso aliado às inúmeras possibilidades proporcionadas pela automação. Por isso os profissionais relutam em formular uma regra para cada ambiente. Mas, em linhas gerais, há basicamente três tipos de iluminação (e cada uma pode servir a diferentes funções: leitura, trabalho...). A difusa, que ilumina todo o espaço, é indicada para escritórios, cozinhas e banheiros - locais que também podem beneficiar-se de pontosde luz direta, mais estimulante, para clarear só o plano de trabalho. E, por fim, a indireta com foco rebatido, que, dependendo do caso, gera luz difusa e traz aconchego e intimidade (recomendada para home theaters e quartos). "Além dessas, há ainda a luz de efeito, de caráter mais cênico, que trabalha com fachos e cores, e a de destaque, que focaliza objetos ou elementos arquitetônicos", explica a luminotécnica Vanessa Masson. Como esco er entre tantos recursos? "Tudo depende da necessidade e do perfil dos moradores, dos acabamentos utilizados, das funções que serão cumpridas no ambiente e, claro, de quanto se pretende gastar", alerta Guinter Parschalk.
| QUARTO COM HOME OFFICE |
Para iluminar a mesa de trabalho nesta suíte de um jovem solteiro, os arquitetos cariocas Paula Neder e Alexandre Monteiro, autores do projeto de arquitetura e iluminação, optaram pela combinação de um rasgo e lâmpadas dicróicas. "É uma luz um pouco dura, mas eficiente, porque gera pouca sombra na bancada", explica Paula. "Se for necessário um foco mais dirigido no computador, o abajur pode ser aceso", completa Alexandre.
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A possibilidade de criar diferentes cenas para um mesmo ambiente destaca-se entre as tendências no setor, partindo do princípio de que a f lexibilidade da luz se relaciona com o bem-estar do usuário. Por meio de um dimmer ou um sistema de automação, é possível selecionar o circuito desejado e até programar a ordem de entrada e a duração de cada cena. Tudo converge para a facilidade: enquanto a tecnologia do led (diodo emissor de luz) miniaturizaos equipamentos e propicia até 70% de redução no consumo de energia, o sistema RGB gera até 1 600 cores, o que possibilita vários cenários. "Além disso, a automação está mais acessível graças à radiofreqüência, que permite instalações sem quebradeiras e fios", diz o engenheiro eletrônico Caio Bolzani. Por isso, algumas empresas, como a Philips e a GE, passaram a comercializar sistemas completos de iluminação, e não apenas lâmpadas. Para Guinter Parschalk, os cenários virtuais estão perto de se integrarem à arquitetura. "Um painel de leds poderá repetir as variações d exterior captadas por uma câmera", exemplifica. "A tendência é uma casa que transfira as emoções do dono para a tecnologia", prevê Lamaro Parreira, gerente de marketing da Philips.
| COZINHA PARA RECEBER |
Este espaço foi pensado para um homem que pouco fica em casa, mas gosta de cozinhar para os amigos. Assim, a designer de interiores Simone Goltcher, de São Paulo, dividiu-oem áreas operacional e social, criando cenários planejados pela La Lampe. Para uso diário, ela recomenda a iluminação completa ligada, que podeer modificada através de um comando de voz. Ambiente da mostra Casa Cor São Paulo 2008.
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